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A crônica da servidão consentida


Assiste plena razão a Oreiro quando afirma que o Brasil sofre, de 1980 em diante, de “regressão produtiva”. Quando as finanças assumiram o predomínio nas relações do Brasil com os centros desenvolvidos, a marcha atrás da economia e da renda foi inevitável. Correto está também ao creditar a Getúlio o título de melhor presidente da história. O crescimento econômico médio da era nacional-desenvolvimentista inaugurada em 1930 foi quase o dobro do pico do período recente e três vezes mais rápido que a etapa rentístico-dependente das últimas quatro décadas. Vem respondida na aula abaixo ministrada o porquê do fracasso das teses ultraliberais: se as reformas de Estado feitas produziram maus resultados, seriam as faltantes as que levariam ao progresso e riqueza econômicos? O mundo parece discordar. Por aqui, se fosse verdade, elas teriam sido feitas primeiro e o desastre teria sido ainda maior. Como dizia meu sábio pai, “este é um país tão bom que governo nenhum consegue acabar”. O povo brasileiro resiste ao exterminador do futuro, a começar pelo douto professor Oreiro.




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