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Ato no Vale do Anhangabaú reforça unidade histórica para ‘salvar a democracia’



Nem o frio e o vento gelado desanimaram as dezenas de milhares de pessoas que compareceram ao Vale do Anhangabaú, na manhã do sábado (20), para o Ato pela Democracia promovido pela coligação Brasil da Esperança.

A EngD estava presente se somando a dezenas de organizações democráticas de jornalistas, economistas, médicos, com centrais e entidades sindicais, movimentos de moradia, trabalhadores sem terra, movimento de mulheres, entre outros.

Mesmo com a temperatura por volta de 8 graus, homens, mulheres e crianças marcaram presença com cartazes e faixas no primeiro grande comício do ex-presidente Lula, que lançou oficialmente as candidaturas de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado e de Márcio França (PSB) ao Senado. Junto com Lula, estavam presentes seu candidato a vice, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a ex-presidente Dilma Rousseff, lideranças sindicais e politicos apoiadores.

Em seu discurso, Lula abordou diversos temas, entre eles a fome e a miséria. Para Lula, “não tem nenhuma explicação 33 milhões de brasileiros estarem passando fome todos os dias”, enquanto o Brasil “é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo”.

“Faltam duas coisas para a vida do povo melhorar: emprego e vergonha na cara de quem governa. Governar é cuidar das pessoas, não é fazer propaganda de arma ou de violência, não é fazer fake news contando sete mentiras por dia”, continuou.

O ex-presidente comentou que Bolsonaro está tentando comprar voto. “Aumentou o salário emergencial para R$ 600, está dando dinheiro pra taxista, para motorista, até a gasolina começou a baixar. Tudo com medo de perder as eleições”, comentou.

Lula lembrou que a PEC de Bolsonaro vai só até dezembro, mas se comprometeu a continuar o pagamento do auxílio emergencial, enquanto houver fome no Brasil.“O povo brasileiro está se saco cheio de tanta mentira, de tanta injustiça e de tanto sofrimento. É o povo que vai tirá-lo de lá”, afirmou.

Religião – O ex-presidente voltou a se apresentar como defensor do Estado Laico. “Todas as religiões têm que ser defendidas pelo Estado. Mas as igrejas não têm que ter partido político. As igrejas têm que cuidar da fé e da espiritualidade das pessoas. E não cuidar de candidaturas de falsos profetas ou de fariseus que estão enganando esse povo”.

“Se o pastor tiver falando coisa séria, a gente respeita. Mas se ele estiver mentindo, a gente tem que enfrentá-lo e dizer que ele está mentido. Em nome de Deus, não se pode contar mentira”. Nesse sentido, Lula disse que tem “muita fake news religiosa correndo por aí”. A principal delas diz que o petista pretende fechar templos e igrejas. “Tem demônio sendo chamado de Deus, e tem gente honesta sendo chamada de demônio".

Alckmin - Candidato a vice, Geraldo Alckmin lembrou que ele e Lula estiveram juntos há 38 anos, no Vale do Anhangabaú, para o comício de encerramento da campanha pelas Diretas Já, em 1984. “Estávamos em partidos diferentes. Ele (Lula) construindo o PT, eu na bancada estadual do partido que propôs as Diretas – (o antigo MDB) 2, partido de Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Aloysio Nunes e teotonio Vilella, lutando pelas diretas”, disse o candidato a vice. “As Diretas não passaram, mas ali começou a morrer a ditadura".

Quase quatro décadas depois, disse que ele e Lula estão juntos de novo, “porque o Brasil precisa”. “A democracia está em risco, nós precisamos fortalecer o processo democrático”, destacou Alckmin.

Assim como o petista, ele afirmou que os brasileiros não aguentam mais tanto sofrimento. “Na Saúde, o negacionismo, com quase 700 mil mortes na pandemia, e o presidente debochando dos que adoecem. Retrocesso na Educação, desemprego, fome. Por isso estamos aqui, para mudar o Brasil".

Rouco ao final do comício, Lula disse que o que seu adversário mais quer é que ele perca a voz. Mas alertou. “Eu não preciso falar para conversar com esse povo. Falo pelo olhar deles, pela alegria deles. Essa gente eu conheço desde que eu comecei minha vida política, em 1975. A gente se conhece".

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