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Como sair da armadilha da dívida pública e investir no desenvolvimento do Brasil


Juros altos, inflação, desemprego. Todos estes problemas afetam a vida dos brasileiros e mexem com a nossa economia. O que nem todos sabem, é que o gasto com o pagamento de juros e serviços da chamada dívida pública é o grande “vilão” que ajuda a potencializar muitas destas crises.

Para falar sobre o assunto, a Engenharia pela Democracia promove, no próximo dia 28 (domingo), live com a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), Maria Lúcia Fattorelli.

Auditora Fiscal aposentada da Receita Federal, Fattorelli fará explanação sobre o Sistema da Dívida Pública e seus impactos na agenda de desenvolvimento econômico e na justiça social.

A dívida pública tem aumentado a desigualdade social no país, desviando recursos das áreas sociais para os bancos e detentores da dívida. Em vez de aportar recursos, ela opera como um “ralo”. “Ao invés de instrumento de financiamento dos Estados, funciona como mecanismo de subtração de recursos públicos que são direcionados principalmente aos bancos e às grandes corporações.

Somente em 2021, o governo federal gastou R$ 1,96 trilhão com juros e amortizações da dívida pública, o que representa um aumento de 42% em relação ao valor gasto em 2020, que por sua vez já tinha sido 33% superior a 2019. Portanto, nos últimos dois anos, os gastos financeiros com a dívida federal quase dobraram. Apesar desses vultosos pagamentos, em 2021 a Dívida Pública Federal aumentou R$ 708 bilhões, tendo crescido de R$ 6,935 trilhões para R$ 7,643 trilhões.

Se 57% do orçamento público é consumido para pagar juros e serviços da dívida pública como arranjamos recursos para elevar os níveis de investimentos públicos e elevar o orçamento das contas sociais referente a saúde educação e programas sociais?”, questiona o engenharo José Luiz de Cerqueira César, coordenador de relacionamento Institucional da EngD.

O Sistema da Dívida Pública promove um verdadeiro saque das riquezas nacionais, enquanto todos os investimentos necessários ao desenvolvimento socioeconômico do país são deixados de lado, sob o falacioso argumento de que não haveria recursos. “Recursos não faltam em nosso país. Além de cerca de R$ 5 trilhões em caixa houve Superávit Primário em 2021, no valor de R$ 64 bilhões. Mas todo esse dinheiro está reservado para o rentismo!”, argumenta Maria Lúcia Fattorelli, que tem vários livros e artigos publicados no Brasil e no Exterior.

Participe – Para participar do evento, clique aqui e faça sua inscrição. A transmissão será feita página da EngD no Facebook ou Canal no YouTube.

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