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Debate alerta sobre prejuízos de privatizar Sabesp



A Engenharia pela Democracia (EngD) participou dia 10 de maio de debate sobre as consequências à população paulista, caso a privatização da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) seja levada a cabo pelo governo de Tarcísio de Freitas.


A atividade, realizada na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp), foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) e pelo PCdoB-SP.

Com transmissão online, o evento contou com a participação do presidente do Seesp e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro e do vice João Carlos Gonçalves Bibbo, de José Faggian, presidente do Sintaema e do coordenador-geral da EngD, Paulo Massoca.


Murilo deu o caminho das pedras para ampliar a mobilização em defesa da Sabesp, alcançando justamente aqueles que serão mais afetados: a população paulista, em especial os mais vulneráveis. “Vamos convidar os prefeitos, discutir o que vai acontecer com a privatização, quem vai sofrer mais, que é o cidadão. Depois vamos trazer o governador, secretários estaduais, e argumentar por que não privatizar.” Ele revelou que essa busca do diálogo já está em andamento por parte do SEESP.

“Água mais cara, corte de recursos na infraestrutura – o que só gera piora no serviço e sua abrangência de atendimento – e a população das periferias e as mais vulneráveis sem atendimento. É isso que o projeto privatista de Tarcísio de Freitas quer para São Paulo e é contra isso que o Sintaema luta em seus 48 anos de história”, afirmou o presidente do Sintaema, José Faggian.


“A cada debate que participamos, a cada audiência, reunião, ato e panfletagem vai ficando claro para a população que ela será a maior penalizada pelo projeto do governo estadual. Privatizar a Sabesp é uma violação do nosso patrimônio e vai piorar a vida de milhares de pessoas. Comprometido em agradar empresários e acionistas, Tarcísio de Freitas coloca em risco a vida de gerações e empurra São Paulo para o mapa da insegurança hídrica”, denunciou o dirigente.


Durante sua fala, Faggian ainda atualizou sobre a jornada de luta do Sintaema e os avanços importantes que estão sendo dados em torno da pauta. “Estamos trabalhando duro em todas as frentes.


O Sintaema tem viajado todo o estado e conversado com prefeitos e vereadores, estamos com uma forte ação de luta em Brasília pela criação de uma Frente Parlamentar Mista, e em São Paulo, já temos uma Frente Parlamentar na Alesp e uma em andamento de criação na Câmara de Vereadores. Nossa palavra de ordem é: mobilização e luta permanentes até enterrar esse projeto de privatização”.


Para o coordenador-geral da EngD, Paulo Massoca, o governo de São Paulo virou um leiloreiro, desde que era ministro. “Ele não constrói nada. Apenas vende o que está pronto. Agora está tentando fazer com esse patrimônio do povo paulista. A Sabesp dá lucro. De 2023 2027 está prevista a Sabesp investir de recurso próprio 26 bilhões. Segundo a ONU, a cada 1 real investido em saneamento básico, são economizados R$ 4 reais em gastos com o sistema de saúde pública”, informa.


Segundo Massoca, é preciso fazer uma ampla campanha para mostrar à população os prejuízos da privatização. “Temos travar uma batalha de corações e mentes. Precisamos combater o discurso da grande mídia que faz coro com os privatistas”, afirma.


“Quem consegue defender o interesse público é um estado que serve à população. Tudo que foi privatizado utiliza a lógica do lucro e não do interesse público. Não deu certo em outros países, não vai dar certo aqui. Estamos indo na contramão do mundo que está estatizando o sistema”, reforma Massoca.


A Sabesp atende atualmente 375 municípios paulistas onde vivem 28,4 milhões de pessoas. É uma empresa de economia mista – de controle estatal, mas com ações negociadas na bolsa. Lucrou R$ 1,4 bilhão somente no primeiro semestre deste ano. Em 2021, o lucro chegou a R$ 2,3 bilhões.



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