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MCTI articula adesão do Brasil ao maior centro científico do mundo



O Brasil pode se associar ao maior e mais avançado centro científico do mundo. Localizada na fronteira entre a Suíça e a França, a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) é uma infraestrutura de pesquisa voltada para física de altas energias.


Criado em 1954, logo após a 2ª Guerra Mundial, o CERN começou com uma colaboração internacional entre 12 países. Hoje, possui 23 estados-membros plenos e oito associados. Em 2010, a organização estendeu a possibilidade de países não europeus se tornarem membros associados.


Entre seus grandes feitos, estão a comprovação do bóson de Higgs ou “partícula de Deus”; a construção do LHC, o mais potente acelerador de partículas do planeta; a invenção do World Wide Web (www); além de experimentos e descobertas sobre a origem do universo.


Com um volume histórico de cooperação científica, o Brasil iniciou os trâmites que resultaram na assinatura do Acordo de Acessão, em 2022. Para ser ratificado, o acordo precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da República.


Em visita ao CERN na sexta-feira (9), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, reafirmou o compromisso do governo brasileiro com o processo de adesão. Acompanhada de uma delegação parlamentar, ela conheceu as instalações, se reuniu com pesquisadores brasileiros que atuam na organização científica.


Segundo Luciana, a associação ao CERN integra a estratégia de ampliar o acesso do Brasil a infraestruturas globais de pesquisa. Para aderir à organização, o país precisa contribuir com US$ 12 milhões por ano – valor que, segundo a ministra, não compromete o financiamento e traz enormes benefícios para a ciência brasileira.


“Esta parceria será de grande importância para a comunidade científica brasileira – mas, principalmente, para a indústria nacional de base inovadora”, disse Luciana. É prioridade do governo do presidente Lula a reindustrialização em novas bases, com o objetivo de promover e apoiar o desenvolvimento tecnológico e a inovação nas empresas nacionais.”


Grande parte das tecnologias desenvolvidas pelo CERN acontece em parceria com a indústria por meio de contratos de pesquisa e desenvolvimento e de fornecimento de serviços e matéria-prima. Os investimentos com contratos e encomendas junto à indústria alcançaram cerca de US$ 500 milhões nos últimos anos.


Se aprovada, a adesão do País vai permitir a participação das empresas brasileiras nos contratos com o CERN, além de assegurar o acesso de pesquisadores e cientistas à organização, ampliando a formação de recursos humanos altamente qualificados, o que é importante para a reindustrialização do país.


Outra vantagem é o acesso do país a matérias-primas especiais, como o nióbio, largamente utilizado para a fabricação de ímas. Em vez de adquirir o minério em sua forma natural, o CERN opta pelo produto final para aplicação em seus componentes. “O Brasil tem todo o interesse em absorver a tecnologia utilizada na fabricação das ligas de nióbio, titânio e cobre em vez de ser apenas um exportador de matéria-prima”, ressaltou a ministra Luciana Santos.


Com informações do MCTI

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