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Membro da EngD, Ricardo Galvão deve presidir o CNPq




Ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, deverá ser confirmado como novo presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) nos próximos dias.


De acordo com a Folha de S.Paulo, a decisão já foi tomada por Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação.


Membro da EngD, Galvão é professor do Instituto de Física da USP e engenheiro eletricista. Atuou na equipe de transição de Lula nos últimos meses.


Ciente da intenção de indicação, Maurício Habert, secretário-geral da EngD, enviou mensagem parabenizando o professor Galvão.


“Estamos muito felizes. Eu como secretário saúdo a indicação, representando a EngD. Desejamos um bom trabalho na nova gestão, que temos certeza, que o professor vai conseguir fazer. Estamos felizes por essa transição, que, desde a época que era presidente do Inpe, acompanhamos com muita preocupação. Mas atravessamos essa etapa. A ciência e a tecnologia agora estão em boas mãos. A EngD está à sua disposição”, prontificou Maurício.


O professor Galvão respondeu: “Vai ser um desafio muito grande, talvez o maior da minha vida. Mas com o apoio de amigos competentes, como da Engenharia pela Democracia, terei a potência necessária para enfrentar as dificuldades. Agradeço”.


Ricardo Galvão, que presidiu o Inpe de 2016 a 2019, foi escolhido pela revista científica britânica Nature como uma das dez pessoas que foram mais importantes para a ciência, justamente por ter defendido o conhecimento científico perante o ex-presidente Bolsonaro. Defesa que lhe rendeu a exoneração duas semanas depois.


No começo de 2021, também foi contemplado com o prêmio internacional de Liberdade e Responsabilidade Científica concedido pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).


À frente do CNPq Galvão terá o desafio de ajudar a recompor o combalido investimento em pesquisa. O órgão é a principal agência de fomento à ciência do governo federal e sofreu sucessivos cortes e bloqueios de orçamento nos últimos anos.

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