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Mulheres avançam, mas desigualdade persiste


Chegamos a mais um 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, e apesar dos avanços alcançados ao longo das décadas, as mulheres estão muito aquém da igualdade de direitos e oportunidades. Maioria da população brasileira, elas ainda estão sub-representadas nos espaços políticos e de poder.


Nas eleições de 2022, mesmo com o aumento de 33,3% das candidaturas femininas, apenas 302 mulheres, no total, conseguiram se eleger para a Câmara dos Deputados, o Senado, Assembleias Legislativas e governos estaduais, enquanto o número de homens eleitos chegou a 1.394. Essa baixa participação das mulheres na política inviabiliza as pautas temáticas sobre gênero, dificultando mudanças.


Não é diferente no mercado de trabalho. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PnadC), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do total da força de trabalho no Brasil, 44,0% eram mulheres no 3º trimestre de 2022.


No entanto, as mulheres eram também a maioria entre os desempregados (55,5%). O resultado aparece na taxa de desocupação: 11,0% para as mulheres e 6,9% para os homens, no mesmo período de análise.


Na engenharia não é diferente. A participação feminina ainda é pequena comparada a dos homens. Contudo, as mulheres seguem ocupando espaços na profissão, tradicionalmente ocupada por homens. A área da engenharia vem, ao longo dos anos, ganhando cada vez mais adeptas, mas ainda está longe da igualdade de participação.


De acordo com uma recente pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), o percentual de mulheres registradas como engenheiras no Brasil corresponde a 19,3% (199.786 mulheres engenheiras) do total de 1.035.103, no país.


Mas apesar do dado significativo no cenário total, a participação feminina entre os profissionais ativos na área é de apenas 15%. A posição de mulheres na área de conhecimento e no campo de trabalho da Engenharia permanece especial e excepcional e, aos poucos, rompe o padrão de gênero presente na profissão.


Então, falar sobre igualdade de gênero, equidade salarial e a indiferença na engenharia continua sendo um tópico de preocupação. Sendo assim, ampliar e fortalecer o espaço das mulheres na profissão é uma grande missão, tanto em outros países quanto no Brasil.


Neste 8 de Março, o presidente Lula deve anunciar um Projeto de Lei que garanta igualdade de salários e oportunidades. É um avanço. Saudamos a iniciativa, mas ainda há muito a se fazer contra todos os tipos de desigualdade, preconceito, violência e assédio.


A Engenharia pela Democracia parabeniza as mulheres não só pelo seu dia, como também por sua garra, determinação e competência. A igualdade de salários, oportunidades e direitos é uma luta de todos, homens e mulheres. Estamos juntos!


Parabéns a todas as mulheres e todas as engenheiras.

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