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Engenharia, Ciência e Educação firmam compromisso com a democracia e o futuro do Brasil

há 9 horas
2 min de leitura

A Federação Intersindical de Sindicatos de Engenheiros conclamou "os trabalhadores e as trabalhadoras da área tecnológica e a sociedade brasileira a uma reflexão necessária sobre o atual momento político do país".


O primeiro turno das eleições gerais, realizado em 4 de outubro, elegeu um “novo” Congresso Nacional em que a extrema-direita foi a força que mais cresceu. Esse cenário evidencia o risco de que direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo da História sofram retrocessos ainda maiores do que os vividos nos governos Temer e Bolsonaro. Aposentadorias, SUS, Farmácia Popular, Bolsa Família, educação pública, investimentos em infraestrutura, ciência e tecnologia estarão comprometidos e sofrerão cortes profundos. Sem dúvida, também estará na pauta desse Congresso um desmonte ainda maior das políticas sociais e o apoio a um projeto autoritário de poder. 
No que tange à economia, o que se descortina no horizonte próximo é a tentativa de implantar um projeto ultraliberal, nos moldes do que Milei faz na Argentina, com a redução do Estado ao mínimo, o que levará grande parte do povo brasileiro à  miséria.

Já os doze subscreventes do manifesto da ciência e da educação esclareceram que "estão em disputa projetos distintos para o Brasil".


Defendemos que educação, ciência e tecnologia ocupem lugar central em um projeto de desenvolvimento comprometido com a soberania nacional, a redução das desigualdades, a reindustrialização, a transição ecológica, o enfrentamento da emergência climática, o fortalecimento do SUS, a soberania digital e tecnológica e a geração de oportunidades para a população.
Essas escolhas dizem respeito ao futuro das universidades e das instituições científicas, mas estão longe de interessar apenas à comunidade acadêmica. O conhecimento produzido no país está presente na saúde, na educação, na agricultura, na indústria, na proteção dos biomas, na cultura, na inovação e em inúmeras políticas que chegam diariamente à vida da população. Este é um setor com profunda relação com o território nacional, que promove transformações e movimenta a economia local, regional e nacional.


Não permita que a ciência, educação e engenharia brasileiras sofram qualquer retrocesso no segundo turno eleitoral, no próximo dia 25 de Outubro.


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