Fórum da Engenharia Nacional indica o caminho para a participação dos profissionais na 1ª Conferência de Engenharia
- EngD

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Tendo em vista a iminente publicação de edital do Ministério do Empreendedorismo e da Micro, Pequena e Média Empresa, com apoio da Secretaria-geral da Presidência da República, convocando oficialmente a 1ª Conferência Nacional da Engenharia, a coordenação do Fórum da Engenharia Nacional realizou a sua 5ª reunião, com objetivo de organizar a participação dos profissionais. colocar a Engenharia como protagonista do desenvolvimento nacional, criar mecanismos institucionais permanentes (principalmente o Conselho Nacional de Engenharia) e articular políticas públicas, ensino, reindustrialização, soberania e temas transversais.

O prazo é curto: o evento oficial acontecerá em São Paulo entre os dias 16 e 18 de Junho de 2.026. Portanto, urge organizar encontros temáticos e regionais nos meses de Fevereiro, Março e Abril, de modo a permitir a sistematização do conteúdo no mês de Maio e levá-lo ao debate participativo na Conferência.
A transversalidade e o interesse social da Engenharia impõe a incorporação no processo de movimentos sociais, sindicatos, associações empresariais, ONG, OSCIP, reservando um lugar especial para a participação feminina e a juventude.
O Fórum sugeriu um conjunto de temas a serem abordados e propiciarem o estabelecimento de políticas públicas pelos governos federal, estaduais e municipais:
- Licitações e contratação pública (impacto da Lei 14.133, defesa da prioridade técnica em serviço de engenharia, atuação em impugnações e tribunais de contas);
- Educação e formação de engenheiros (declínio de matrículas/conclusões; necessidade de políticas para formação e inserção profissional);
- Reindustrialização, política industrial, conteúdo nacional e fortalecimento de empresas brasileiras de engenharia;
- Recursos minerais e estratégicos (potássio, fosfatos, terras raras, nióbio) — importância para soberania e agronegócio;
- Saneamento e saúde pública (defesa de saneamento público como política estratégica; proposta de reestatização/compra em casos locais citados);
- Mudanças climáticas, meio ambiente e cidades resilientes (energia limpa, adaptações, descarbonização);
- Mobilidade, habitação, segurança alimentar, política fundiária, segurança nacional e defesa tecnológica; e
- Trabalho, carreira do engenheiro e condições laborais (direitos, valorização profissional, carreira pública para engenheiros).
A reunião ressaltou um forte sentimento de oportunidade histórica: 1ª Conferência Nacional de Engenharia com potencial transformador para políticas de Estado, promoção da soberania e papel estruturante da engenharia no desenvolvimento.
Urge, portanto, acelerar a mobilização e organização para transformar a convocação governamental em processo popular e deliberativo, ampliando a articulação com ministérios, estruturando comissões temáticas e regionais, priorizando pautas estratégicas (saneamento, licitações, educação, recursos estratégicos, reindustrialização, meio ambiente) e garantindo a participação ampla e democrática. A proposta é construir não apenas um evento, mas uma instância institucional - Conselho Nacional de Engenharia - que, com a participação do Fórum da Engenharia Nacional e seus integrantes, sustente as políticas desenvolvimentistas, soberanas e inclusivas de Estado.




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