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MODELO DE DESENVOLVIMENTO: O VERDADEIRO FATOR DIFERENCIAL

Prezados e prezadas,


É mais do que sabido, nas esferas do conhecimento, que as bandeiras do anticomunismo, antirreligião e antipatriotismo levantadas pelo bolsonarismo são meras peças de marketing eleitoreiro para enganar os cidadãos e, portanto, não diferenciam as duas forças políticas em confronto.


O verdadeiro diferencial, e que o bolsonarismo precisa ocultar, está no modelo e desenvolvimento adotado.


Modelo de desenvolvimento do bolsonarismo

- O modelo bolsonarista, representado, em São Paulo, por Tarcísio de Freitas, está pautado no mercado, fortemente controlado pelos países desenvolvidos e que desejam assumir, para si, a hegemonia do conhecimento e da produção: Promovem o desenvolvimento da C&T&E - Ciência, Tecnologia e Engenharia e da produção dos bens com maior valor agregado e confiscam os maiores lucros decorrentes. Com isso, impõem aos países periféricos, como o Brasil, a função de coadjuvantes indispensáveis para aquilo de que necessitam, transformando-os em meros exportadores de matéria prima e commodities e importadores de C&T&E e produtos manufaturados ou processados. Todos os países que se submetem a esse modelo, sem exceção, lançam a maioria da sua população na condição de pobre ou miserável e privilegiam uma minoria altamente enriquecida, a chamada elite que, obviamente, passa a ser o braço defensor do modelo. A exclusão socioambiental é inerente ao modelo já que o ser humano e o meio ambiente são instrumentos, e não fim, para atingir o objetivo maior deles. Os EUA e os países europeus adotam esse modelo.

O modelo de desenvolvimento da ampla coligação Lula / Alckmin

- O modelo da ampla coligação em torno de LULA / ALCKMIN e, em São Paulo, HADDAD, é pautado no Estado de modo a fortalecer a espiral crescente de desenvolvimento via integração dos recursos nacionais-C&T&E-produção-emprego-renda-consumo. Como pode ser visto, esse modelo promove, automaticamente, a inclusão socioambiental porque o ser humano e o meio ambiente representam a sua própria espinha dorsal e, destarte, devem ser preservados e acabam se transformando em fins e não meio. De forma contraditória, esse modelo é, com nuances, adotado, internamente, pelos próprios países desenvolvidos que, ardilosamente, tentam negar a sua adoção aos países satélites para consolidar e amplificar a relação de colonizador-colonizado que impõem ao mundo. A China adota esse modelo pautado no Estado, assim como foi adotado pelos governos Lula e Dilma (Até o golpe do segundo mandato).


Há três questões importantes de serem ressaltadas nesse modelo pautado no Estado:

- Ele não implica na exploração de outros países, via colonização, porque, quanto maior a disseminação desse modelo a nível mundial, maior a integração, o fortalecimento e a sustentabilidade da espiral crescente de desenvolvimento, maior o benefício de todos.

- Ele não implica em abrir mão dos benefícios propiciados pelo mercado como o uso do capital privado, o desenvolvimento da C&T&E, o comércio globalizado e as relações internacionais em todos os níveis.

- É um modelo que necessita de um mundo pacífico para evoluir, em coerência total com a linha da evolução da humanidade inteligente;


Nesse sentido, esse é o principal fator diferenciador do voto em Lula / Alckmin e, em São Paulo, Haddad.


Saudações


César Cantu

São Pauo 22.10.2022

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