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OS ELEMENTOS TERRAS RARAS SÃO NOSSOS!

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    EngD
  • há 23 minutos
  • 2 min de leitura
Pela criação da Terrabrás!
Pela criação da Terrabrás!

Os elementos terras raras (ETRs), que têm no Brasil uma das maiores reservas mundiais, são essenciais à produção de ímãs permanentes utilizados nos sistemas de inteligência artificial, datacenters, veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, semicondutores, sensores de precisão, defesa, nuclear e aeroespacial, entre outras aplicações.


Constituindo insumos indispensáveis às cadeias produtivas do século XXI, passaram a ser um fator estratégico na rearticulação geopolítica global. Por isso vemos os Estados Unidos, China e União Europeia mobilizando de forma explícita o financiamento estatal, política industrial, controle de cadeias produtiva e estratégias de longo prazo.


É nesse contexto que é preciso situar e reagir à recente aquisição da empresa Serra Verde, que atua com mineração de ETRs, pela mineradora norte-americana USA Rare Earth (USAR), em negociação equivalente a cerca de US$ 2,8 bilhões, passando a controlar 100% da empresa. O objeto é a operação da mina Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora de terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Atualmente mais de 90% da extração de ETRs são realizadas na China.


Objetivamente, em relação aos ETRs o posicionamento atual predominante no governo brasileiro tem sido por um modelo em que o setor privado assume direção do processo a partir dos seus interesses, com o Estado relegado ao papel de regulador, indutor e financiador indireto. Nesse sentido, na contramão do que fazem os principais potências no cenário geopolítico, o país abre mão da sua soberania em comandar cadeias estratégicas que exigem presença direta do Estado.


É urgente uma correção de rumo!


Inspirado nas experiência histórica em defesa do monopólio do petróleo e fundação da Petrobrás há mais de sete décadas, defendemos reconsiderar a necessidade  de monopólio estatal dos ETRs e criação da Terrabrás, ou um instrumento público equivalente, para implementar o que as demais potências geopolíticas fazem: integrar as cadeias produtivas, proteger dados geológicos, promover o processamento interno e o desenvolvimento da nossa engenharia e tecnologia, mobilizar investimentos do BNDES e privados, universidades e centros de pesquisa sob uma estratégia única para utilizar os ETRs em favor dos interesses soberanos do Brasil e seu povo.

 

Engenharia pela Democracia - EngD, em 28 de abril de 2026.

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