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EDITORIAL DA EngD: Novo Tempo, Novas Responsabilidades

Atualizado: 27 de dez. de 2022

Passados 60 dias da proclamação do resultado das eleições presidenciais, urge reorientar nossas tarefas e caracterizar o novo momento.


Analisando numa visão panorâmica desde 2018, o impulso progressista que veio num crescente até o segundo semestre de 2022, levou Lula à vitória do primeiro turno, e recrudesceu durante o segundo turno levando-o, de 47,04 milhões de votos em 2018 para nada menos que 60,35 milhões em 2022 (Crescimento de 28,3% - 13,31 milhões de votos). Do outro lado, Bolsonaro com o governo na mão por 4 anos, e usando de forma nunca vista na história o poder de estado, de forma descarada, em campanha durante os 4 anos, passou de 57,8 milhões de votos em 2018, para 58,2 milhões, obtendo perto de apenas 400 mil votos a mais (0,69%). Na prática não teve crescimento nenhum durante seu desgoverno. Governou para os seus e não acrescentou novos eleitores. Esse isolamento, desgoverno, e esse desmonte do estado é expressão de sua proposta política, que é uma ditadura personalista autoritária, neoliberal (Defensora do Estado Mínimo), que ao deixar as amplas massas que precisam do estado sozinhas, e, portanto, mais suscetíveis ao seu populismo fascista, executando na prática um neoliberalismo sustentado por um regime militar de tipo fascista, parecido com o que foi o de Pinochet no Chile, e as demais ditaduras no continente, sustentadas pelo imperialismo durante a guerra fria.


As pesquisas já mostravam, muito antes, a frente de Lula ante ao desastre no poder, que foi o bolsonarismo. Não apenas em números, mas em qualidade de arranjo político, Lula terminou o segundo turno não apenas como Lula, mas numa enorme frente ampla política e social, apenas vista anteriormente no movimento da Diretas Já, entre março de 1983 a abril de 1984, que selou o fim da Ditadura Militar. Não à toa, os dois movimentos foram contra o mesmo inimigo, o Militarismo, que tenta tomar o poder de estado e destruir a Democracia no Brasil.


É preciso ter clareza do que está em jogo para entender o tamanho gigantesco da vitória de Lula em 2022. Longe da “pequena diferença” de votos no resultado final, o povo brasileiro mostrou, que entendeu suas conquistas políticas e sociais, e, se mobilizou para defende-las!


Tendo este “pano de fundo” um novo momento se abre na conjuntura, no qual a EngD precisa atuar.


Esse momento é caracterizado pela construção na prática de uma Frente Ampla, tendo Lula à frente, que unificou a esquerda, centro e centro-direita preparando um governo popular e democrático para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento, crescimento econômico, reformas sociais urgentes, e pavimentar uma nova geração da democracia no Brasil.


Num mundo com ausência de lideranças globais reconhecidas, em crise econômica, social, ecológica e sanitária, o terceiro governo Lula já desponta como uma liderança forte internacionalmente, e lança o desafio concreto de uma aliança mundial contra a fome, por um planeta ecologicamente sustentável, e uma governança onde os povos e nações mais pobres devam participar, e não apenas as potências nucleares e os que estão sob os acordos do pós-guerra de Yalta e Potsdam, ampliando a democracia em nível mundial. O mundo está em mudança acelerada, e estão em disputa os corações e as mentes.


Pensar um novo Brasil é pensar esse novo momento de sinergia com os acontecimentos internacionais, onde a sustentação política e econômica interna passa por acordos multilaterais externos, e não apenas pela conjuntura interna e os problemas domésticos.


O enfrentamento contra a extrema direita neofascista é um problema internacional. Portanto coloca-se na prática, uma articulação política em defesa da democracia internacionalmente, com ajudas mútuas, e com o objetivo de colocar a humanidade no caminho da civilização, e não da barbárie tribal travestida de nacionalista, com a quebra dos avanços civilizatórios.


A EngD esteve alinhada com a conjuntura política desde seu nascimento, quando se colocou prioritariamente contra o neofascismo, levantando a bandeira do “Fora Bolsonaro”, dentro da construção de um campo democrático de frente ampla, aprovando a aliança de Lula com Alckmin. Resta agora, depois da vitória alcançada, aprofundar essa linha de combate ao neofascismo, apoiando um governo que expresse na prática a linha que nos levou a essa enorme vitória política nas urnas.


Nossas propostas em defesa da engenharia e da democracia precisam levar em conta esse novo momento da conjuntura.


Movimento Engenharia pela Democracia, 20 de dezembro de 2022



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