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Os novos desafios da EngD



Devemos planejar nossas ações nesta nova etapa


Não é preciso muitos argumentos para entendermos que após estas eleições presidenciais, em que saiu vitorioso o campo da ciência, da tecnologia e do desenvolvimento, as ações do movimento Engenharia pela Democracia deverão ser diferentes daquelas do período de resistência ao governo autoritário e destruidor do país.


Se antes nos dedicamos mais a resistir aos avanços do fascismo, aos ataques às estruturas de governo voltadas à proteção social, do meio ambiente e do patrimônio nacional, devemos agora ter uma ação mais propositiva e calcada nos aspectos técnico-científicos, da engenharia e do desenvolvimento do Brasil. Devemos também deter nossas atenções às políticas públicas voltadas aos interesses nacionais e da maioria da população brasileira.


Para tanto, ofereço aqui minha contribuição para o planejamento de nossas ações para o ano de 2023 e próximos.


Creio que a organização da EngD deve estar baseada em 3 pilares estruturais para o desenvolvimento de nossas ações, que são os seguintes:


- Estruturação e fortalecimento dos Grupos Temáticos;

- Interação com os órgãos Governamentais - federais, estaduais e municipais;

- Fortalecimento da estrutura interna da EngD, das coordenadorias, principalmente das áreas de finanças e de comunicação.


A seguir, justifico resumidamente cada item.


- Os Grupos Temáticos estão intrinsicamente ligados à nossa essência e aos interesses dos profissionais da engenharia, eles serão a base de nosso movimento, fornecendo, através de estudos e debates, propostas técnicas e de políticas públicas para serem encaminhadas aos governantes, conteúdo para nossos veículos de comunicação, como textos e vídeos para nosso canal no YouTube, para nosso site e redes sociais etc., para as Rodas de Debates e para um futuro Fórum EngD.


Cada participante da EngD já preencheu um formulário escolhendo suas áreas de maior interesse, no entanto até agora não soubemos e nem pudemos dar uma correta condução a estas informações, nem aos associados/participantes do Movimento.

Os grupos temáticos também organizarão e nos fornecerão o nosso produto mais valioso que são os recursos humanos, para nossa organização interna e externa.


A Interação com os entes governamentais é bastante oportuna e necessária, se quisermos ter protagonismo na vida nacional. Se não ocuparmos este espaço na defesa das ciências, da tecnologia, do desenvolvimento nacional etc., principalmente neste início de governo, outras entidades o farão.


Nós temos plenas condições de nos articular com parlamentares e partidos políticos progressistas, para encaminhar propostas e projetos, fazer convênios nas áreas técnicas junto aos ministérios, governos e prefeituras. Dentro da EngD temos a Coordenadoria de Relacionamento Institucional e especialistas em diversas áreas da engenharia, portanto reunimos os recursos para organizar estas ações.


O Fortalecimento da Estrutura interna da EngD deverá caminhar interligado com a evolução dos itens anteriores. Os Grupos Temáticos serão o celeiro que ajudará a fornecer os participantes das coordenadorias, para seu pleno funcionamento.

É necessária a implementação do Comitê de Recepção aos associados, estes não devem ficar soltos, sem vínculos com as ações coletivas. Deveremos apresentar nosso movimento adequadamente e convidá-los a se integrarem a um dos Grupos Temáticos ou núcleos de atuação.


A Coordenadoria de Assuntos Técnicos e Estratégicos, a Coordenadoria de Políticas Públicas, a Secretaria Geral,juntamente com a Diretoria plena e o Conselho Deliberativo deverão propor aos Grupos Temáticos as linhas de ação, os temas a serem encaminhados e as metas a serem atingidas, dentro de um planejamento pré-estabelecido.


Focar nossa ação em 4 ou 5 temas prioritários


A Diretoria e o Conselho Deliberativo da EngD, deverão elaborar um planejamento de atividades e ações, focando em um número limitado de temas prioritários da engenharia, 4 ou 5, para que sejam factíveis. Não será possível atuarmos em todos os campos da engenharia, pois são inúmeros. Futuramente poderemos ampliar nosso alcance.


As Finanças são fundamentais para se colocar qualquer projeto em prática, então deveremos dar grande atenção e este assunto, buscando a ampliação dos numero de contribuintes e fontes alternativas de recursos, como convênios etc.


A EngD não existirá e não terá relevância se não for conhecida, nesta etapa da estruturação do movimento, não temos condições de colocar em prática nossos projetos de engenharia, ou seja, atender diretamente a população. Por isto, o nosso produto final será apresentado através de nossas propostas e da nossa Comunicação, temos que centrar nossas ações pensando na Comunicação, na Comunicação e na Comunicação.


As Finanças e a Comunicação deverão ser irmãs siamesas, sendo planejadas sempre conjuntamente.


Creio que as outras coordenadorias como a das Mulheres e a da Juventude, são também muito importantes e crescerão juntamente com o processo de fortalecimento da EngD, portanto não podemos relevá-las a um plano secundário. Teremos que buscar colegas que assumam efetivamente estas tarefas.


Tenho certeza que a vitória do nosso campo na recente eleição, dará muita energia e disposição aos profissionais da engenharia que pretendem contribuir em favor do nosso país.


A EngD deve ser o catalizador desses anseios.


Velfrides Antonio Barreto

Coordenador de Controle e Finanças da EngD.


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