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Especialista internacional reforça posições da EngD para o desenvolvimento do Brasil



A Engenharia pela Democracia (EngD) recebeu, sábado (8), o economista Rogério Studart, especialista em finanças de desenvolvimento do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), ex-diretor do Banco Mundial (BIRD) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para debater “Como construir um Brasil mais justo, sustentável e democrático?”.


A atividade foi uma iniciativa da Engenharia pela Democracia, Economistas pela Democracia contra a Barbárie e a Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia (ABJD).


Studart iniciou fazendo um diagnóstico do desenvolvimento do país e apresentando pilares para narrativa da retomada do desenvolvimento. “O Brasil tem dois enormes desafios. O primeiro de curto prazo, que é da fome, do desemprego e da desesperança, que deve ser tratado imediatamente. O segundo, é a retomada do desenvolvimento. Esse já vinha anteriormente, mas esse governo agravou essa situação”, afirmou Rogério Studart.


Confira abaixo a apresentação de Rogério Studart.

Rogerio_Studart_January13_2021
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Em gráficos, Studart mostrou que nas últimas quatro décadas, o Brasil teve um crescimento medíocre e vulnerável o que gera baixo desenvolvimento e não elevou a renda per capita. “Fator que gera a deterioração da qualidade de vida população”, avalia.


Outra característica, segundo ele, é a estagnação da produtividade. “O Brasil teve um bom crescimento no ano 2000, mas estagnou a partir dos últimos quatros, inclusive com uma retração significativa”, afirmou o economista.


Para Studart, o grande drama desse diagnóstico é decifrar os enigmas, com alguns dos aspectos mais relevantes. “Prefiro analisar pelo ponto de vista dos investimentos, considerados o pilar do aumento da produtividade e da competitividade. Sejam investimentos na infraestrutura ou na indústria, educação, o investimento é uma variável para determinar uma trajetória de crescimento”.


Uma das soluções apontadas por Studart para reverter esse cenário, é investimento em infraestrutura. “Cria as bases da teoria da economia real para aumentar a produtividade e a competitividade; e do ponto de vista do capital humano, o investimento em infraestrutura social é fundamental para permitir o bem-estar dos seres humanos e a produtividade do trabalho”, defende o especialista.


Esperança – Ao fazer suas considerações finais, o economista, que não reside no Brasil, confessou perceber uma desesperança no povo brasileiro incompatível com as possibilidades. “Esses anos de massacre neoliberal criaram uma desesperança e desconfiança nas pessoas e a incapacidade de pensar o futuro como Brasil merece”, considerou Rogério.


Para Adroaldo Quintela, dos Economistas pela Democracia, foi uma noite de aprendizado. “Principalmente no que se refere aos três vetores de um novo processo de desenvolvimento: São eles, a segurança alimentar, questão do conhecimento e da transmissão pra sociedade de baixo carbono”. Adroaldo lembra o grande potencial brasileiro nas cadeias de suprimento. “Brasil precisa voltar a produzir protuso como EPI (equipamento de Proteção Individual). Nossa biotecnologia pode desenvolver grandes insumos. Temos grande possibilidade e tenho esperança em Lula,para voltarmos ao caminho certo. Alguém que acredita no país e na constituição no Estado Brasileira, e sobretudo, na Soberania nacional”, finalizou o economista.


Na avaliação de Paulo Massoca, coordenador-geral da EngD, as reflexões apresentadas por Rogério, em dados reais, reforçaram a convicção dos participantes de que um outro Brasil é possível. “Quando mais estudamos, percebemos isso. A esperança volta a crescer porque tudo isso só faz sentido, se viabilizado politicamente. O Estado e a politica foram satanizados. Eles tentaram acabar com o Estado, quando na verdade se apropriaram dele para impedir a continuidade de uma trajetória de um desenvolvimento sustentável, justo, em bases democráticas. Esse foi o atentado contra nosso povo e nosso país. Mas temos plenas convicção de que é possível um outro Brasil. Politicamente vamos construir essas condições”, assegurou o engenheiro.


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